"Educar é transformar"
Goldberg (1998)
Para Goldberg (1998), “educar é transformar; despertar aptidões e orientá-las para o melhor uso dentro da sociedade em que vive o educando; é desenvolver estruturas cognitivas que permitam ao indivíduo não somente ler e compreender o mundo em que vive, mas atuar e, se possível, gerar progresso na sociedade como um todo."
O objetivo deste blog é mostrar "na prática" os conceitos de grandes, estudiosos, educadores e personalidades que contribuíram para a evolução da educação. Assim como lançar um novo olhar às ações e refletindo sobre seu trabalho diário dos profissionais do ensino.
Também torna-se necessário abordar a necessidade da investigação e reflexão das práticas pedagógicas desses profissionais, principalmente, considerando a escola como local de formação, para que, assim, possam encontrar constante ressignificação de suas práticas, através de um olhar distanciado e reflexivo sobre sua própria ação e de seu direitos.
O Brasil ocupa o 53º lugar em educação, entre 65 países avaliados (PISA). É preciso abandonar a crença de que as atitudes dos professores só se modificam na medida em que os docentes avaliam resultados positivos na aprendizagem dos alunos. Neste momento os professores também são avaliados.
Como de costume, é veiculado largamente nos meios de comunicação a expressão: "A culpa é dos professores" que não orientaram seus alunos dando valores". Dessa forma, os professores se tornam alvos ou ficam no fogo cruzado de muitas esperanças sociais e políticas diante da crise nos dias atuais.
As críticas externas ao sistema educacional impõem aos professores cada vez mais trabalho, como se a educação, sozinha, tivesse que resolver todos os problemas sociais. Não basta apenas oferecer livros e materiais pedagógicos. A escola que julga o professor em critérios como bons ou maus executores de ideias dos outros. Precisa passar por uma ampla revisão de seus conceitos.
A escola sempre foi reflexo da realidade social de cada época. De acordo com esta afirmação somos levados a pensar em como o momento atual reflete na prática educativa. A utopia de que o professor seria o único responsável pela "educação" dos alunos, serviu como desculpa responsabilizar esses profissionais pelas mazelas do sistema de ensino brasileiro.
O sistema educacional brasileiro está estruturado em grande parte no pensamento tradicionalista onde prevalece o ditado: "Manda quem pode e obedece quem tem juízo". A gestão escolar é vista de forma autoritária onde os profissionais da educação são levados competirem entre si para conseguir alcançar melhor posição diante do gestor escolar.
Mas alguns gestores vão na contramão do sistema corporativista. Consideram a mente pensante dos professores e dos alunos. Assim como o envolvimento dos pais e da comunidade. Isso se chama gestão democrática ao contrário de uma gestão autocrática como vimos no exemplo anterior.
A escola que assume uma nova perspectiva educacional, passa a ter um papel muito importante na formação das novas competências e não apenas com o objetivo de preparação para o mercado de trabalho a visão tradicionalista de educação.
Os professores de hoje quando encontram espaço para exercer o papel de estimulador, conseguem abrir um leque de opções infinitas de aprendizagem, despertando aptidões individuais e coletivas nos educandos.
O desenvolvimento das novas tecnologias de influencia na comunicação, informação e produção o que nos leva a viver em um era tecnológica. Esses instrumentos são elementos estruturantes do modo de viver e pensar contemporâneos.
É preciso descobrir novos caminhos para resgatar o que é primordial nas relações que são as relações humanas. O professor é parte de uma de um sistema maior que envolve o espaço educativo, o sistema educacional como um todo e a sociedade em que está envolvido.

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